Repassando...
A Cris publicou esses dias um post sobre um artigo publicado pela revista Vida Simples sobre blogs... Achei bem interessante... descreve bem esse mundinho dos blogueiros...
Ela transcreveu oprimeiro trecho mas eu achei tão interessante que resolvi publicar na íntegra*.
Diário virtual
"Com quase 80 milhões de páginas pessoais, os blogs se consagram como o grande palco virtual. Em cartaz, nossa intimidade, com seus anseios, dúvidas e opiniões
por Carolina Costa
Da última vez que fiquei doente, bateu uma baita saudade da gostosa sopa de mandioquinha que minha mãe faz. Há dez anos, saí do interior para morar na capital, longe da minha família, mas perto das grandes redações. Como a indústria alimentícia ainda não conseguiu reproduzir o cheiro, o calor e o aconchego que só a comida de mãe tem, fiquei choramingando à distância. Até que eu sarasse, quem me deu colo e me fez companhia foram os leitores do meu blog, que diariamente deixavam comentários e perguntavam sobre minha saúde.
Dän, Camila, omesmo. Eu não conheço seus nomes reais, onde moram e o que fazem, mas eles sabem muito sobre mim ao menos, sobre minha versão virtual, é claro. Há quase um ano, esses e outros internautas acompanham meu dia-a-dia de caipira cosmopolita, minhas divagações e crises. Lêem sobre meu cotidiano de refém de uma gangue de gatos infratores, sabem da paixão que tenho por literatura infantil, olham os desenhos da minha breve carreira de ilustradora. Até me estimulam a colocar em prática minhas idéias mais estapafúrdias, como criar um pônei na área de serviço (se eu colocar feltro nas patas, os vizinhos talvez nem percebam) e abrir uma ecoloja que venda minhocas por metro e joaninhas a granel. Ou você pensa que sou a única a implorar por um pouco de roça num apartamento minúsculo?
Blogs pessoais são como aquelas casas em que a porta fica sempre aberta - e quem vem da rua nem precisa dizer “ôôô de casa!” para ir entrando. Pode se achegar, abrir a geladeira e fuçar as gavetas sem ser pego em flagra. Não à toa, é na internet que se encontram muitos voyeurs e exibicionistas.
O engraçado é que esse lar virtual só tem sentido para quem espera visitas. Ninguém bloga para si próprio. Se você apenas quer registrar seus apontamentos sobre a vida, o Universo e tudo mais, pode fazer isso em seu computador ou num caderno. Não precisa colocar na rede, ao alcance do clique de qualquer um. Ao manter um diário íntimo na internet, eu faço um pacto com meu leitor: ok, você entra todo dia no blog para me ler, desde que eu lhe conte um segredo. Mesmo que seja de mentirinha.
Ilustres amigos desconhecidos
Índigo mora com sua gata Valentina num apartamento cheio de plantas. Gosta de organizar sua estante como nas capas de revistas de decoração, as lombadas milimetricamente alinhadas. Coleciona subempregos estranhíssimos: foi fiscal de spa, babá de gringo, carregadora de criança em porta de escola, olho de aluguel de um cego. Conheço até suas anotações no diário que manteve aos 12 anos. Nunca a vi na vida. Não temos sequer um amigo em comum. Para ela, sou uma desconhecida. Ou melhor, era.
Ao fazer esta reportagem, fui conhecer pessoalmente a blogueira que me inspirou a criar minha própria página pessoal. Descobri o blog de Índigo em 2005, lendo um post sobre seu gosto por bibelôs, uma de suas 73 obsessões. Passei a acompanhá-la todo dia. Ironicamente, uma das primeiras brasileiras a criar um site com sua obra literária relutou em migrar para a blogosfera, o universo dos blogs. “Achava que blogueiros eram adolescentes que se achavam escritores”, ela comenta, antes de cair na gargalhada.
Dias atrás, um vizinho parou Índigo no hall do prédio para comentar que gostava muito de seus textos. Eles mal se conheciam e, mesmo morando no mesmo prédio, nunca tinham estado na casa do outro, mas ele conhecia tanto sua vida que era capaz de dizer, com 99% de acerto, tudo o que a escritora tinha na geladeira. Para Índigo, aquilo foi um choque constrangedor, quase uma invasão. “Sempre acho que quem está me lendo é um completo estranho. Quando soube que minha mãe acompanhava o blog, parei de escrever certas coisas porque não queria que ela lesse”, diz.
Essa paradoxal relação entre o blogueiro e o leitor foi o tema da tese de mestrado da jornalista Denise Schittine. Para compreender os primórdios da internet brasileira, ela manteve por um ano um blog pessoal, assinando como Guilherme Fernandes. “Xi, se você publicar isso vai ser complicado... É que eu fiz várias namoradas naquela época, vou deixá-las na mão!” O curioso pseudônimo surgiu quando ela percebeu a resistência dos blogueiros pioneiros principalmente os homens em admitir que sua produção é um relato íntimo, mesmo quando pretende ser jornalística. Isso porque, embora os autores procurem distinguir seus blogs entre pessoais, jornalísticos ou de prestação de serviços, na maioria das vezes eles são uma mistura de estilos de “escritas do eu”, como Denise define.
“Um blogueiro é uma pessoa de muita coragem. Ele dá sua cara a tapa para um leitor que pode ser bem cruel, uma madrasta mesmo”, afirma Denise. Ela explica que um blog é um espelho onde autor e leitor se vêem e onde é possível compartilhar gostos e aptidões. “É pelas mãos desse confidente anônimo que se perpetuam os acontecimentos da vida privada do diarista.”
Você sabe com quem está falando?
Se é verdade que blogs são o palco perfeito para nosso ego, também é certo que muita gente se cansa disso. Ou passa a achar invasivo ter uma platéia tão entretida em acompanhar sua vida. Pioneiro na blogosfera brasileira, o programador Edney de Souza hoje escreve comedidamente sobre si mesmo. Com blog desde 2001 e site pessoal desde 1997, ele agora prefere postar o que pensa, não mais o que vive. “Parei com os textos autobiográficos porque as pessoas começaram a achar que eram velhas conhecidas minhas, que me ler pelo blog fazia delas minhas amigas de longa data”, afirma.
A preocupação de Edney não é sem motivo. Quando a blogagem ainda era incipiente, a internet era um hobby de luxo para quem tinha computador - e tempo de sobra. Só blogueiro lia blogueiro. Falar pelo ICQ e outros comunicadores instantâneos era seguro. As pessoas faziam novos amigos sem medo. Atualmente, já não é mais possível saber “com quem você está falando”. Qualquer pessoa pode acessar a internet de uma lan house.
Depois que a rede deixou de ser exclusividade de um gueto, ficou mais parecida com a vida como ela é - para o bem e para o mal. Hoje, estelionatários aplicam golpes por e-mail, traficantes vendem droga via MSN, hackers invadem páginas. “Não dá mais para se expor tanto”, diz Edney.
Então blogar passou a ser um passatempo perigoso? Bem, só se você levar ao pé da letra esse lance da exposição. Muita gente acha que tentar ser absolutamente verídico no blog é o mesmo que perseguir uma quimera: o blogueiro nunca se expõe totalmente. Isso significa que o texto que você lê com ares de grande segredo não passa de uma meia verdade. É só o pedacinho que o autor permitiu que você conhecesse. “Ninguém é real no blog”, diz Edney. Em algum lugar bem longe de olhos alheios, todo blogueiro mantém sua penteadeira cheia de caixinhas fechadas com cadeados. O conteúdo delas, os leitores nunca saberão. São os segredos que você só diz aos amigos, aqueles que você olha nos olhos e respira fundo antes de contar.
Nunca te vi, sempre te amei
Dia 29 de julho de 2002, Copacabana, Rio de Janeiro. A bancária Marcele Fernandes está pronta para sair de casa. Falta o sapato. Olha para os pares e escolhe um mocassim velho, baixinho e confortável. Vai para a porta de casa com um embrulho de presente nas mãos. Dentro está o CD Are You Passionate?, de Neil Young. Um táxi pára. Ela entra ansiosa e encontra o banco ocupado. Um rosto que ela nunca viu lhe sorri. Ela sorri de volta.
O dono da cara premiada é Nicholas Name, o NN, um flamenguista roxo que fez questão de não encontrá-la em pé na primeira vez logo ele, que é 10 centímetros mais baixo que ela. A viagem é curta e eles logo param em um pub em Ipanema. A garota desce do táxi. “Não é possível. Você está de salto!”, comenta NN, antes de olhar, surpreso, para o pacote de presente.
“Se houver no mundo alguma moça bonita que queira despertar meu interesse afetivo, recomendo que procure nas lojas mais próximas o CD Are you Passionate?, do Neil Young, para me dar de presente. É garantia de um bom começo...”, ele escreveu em seu blog, quando nem sonhava em encontrar na caixa de comentários a mulher com quem se casaria três anos depois. “Quando dei o CD, demorou alguns minutos para ele se lembrar do post! ”, diz Marcele.
Mas o “bom começo” do casal surgiu meses antes, quando ela ou melhor, Sarah Ivich, seu pseudônimo entrou no blog de um amigo e encontrou um post sobre a faculdade que ela cursava. Era de NN. Marcele não gostou do texto e escreveu a respeito em seu próprio blog. NN leu e resolveu se explicar. Começava aí uma intensa correspondência via e-mail, com espiadas diárias no blog alheio. NN trabalhava de madrugada. Marcele pegava seus e-mails pela manhã, antes de ir trabalhar, e tinha que amargar uma longa espera até que recebesse a resposta, novamente, altas horas da noite. Um mês depois, houve o primeiro telefonema e mais tarde o encontro.
Com a palavra, sua ex-leitora e atual parceira de blog e de casa: “Conhecer o marido pelo blog tem lá suas vantagens. Era engraçado curtir as pequenas coincidências, perceber que nós tínhamos gostos em comum, saber de antemão que ele era viciado em War e, claro, rubro-negro fanático”. Ela levou a sério essa coisa de interação entre leitor e blogueiro e, hoje, os dois se encontram esporadicamente sob o mesmo teto. Sim, porque ela ainda trabalha de dia e ele, à noite."
"Com quase 80 milhões de páginas pessoais, os blogs se consagram como o grande palco virtual. Em cartaz, nossa intimidade, com seus anseios, dúvidas e opiniões
por Carolina Costa
Da última vez que fiquei doente, bateu uma baita saudade da gostosa sopa de mandioquinha que minha mãe faz. Há dez anos, saí do interior para morar na capital, longe da minha família, mas perto das grandes redações. Como a indústria alimentícia ainda não conseguiu reproduzir o cheiro, o calor e o aconchego que só a comida de mãe tem, fiquei choramingando à distância. Até que eu sarasse, quem me deu colo e me fez companhia foram os leitores do meu blog, que diariamente deixavam comentários e perguntavam sobre minha saúde.
Dän, Camila, omesmo. Eu não conheço seus nomes reais, onde moram e o que fazem, mas eles sabem muito sobre mim ao menos, sobre minha versão virtual, é claro. Há quase um ano, esses e outros internautas acompanham meu dia-a-dia de caipira cosmopolita, minhas divagações e crises. Lêem sobre meu cotidiano de refém de uma gangue de gatos infratores, sabem da paixão que tenho por literatura infantil, olham os desenhos da minha breve carreira de ilustradora. Até me estimulam a colocar em prática minhas idéias mais estapafúrdias, como criar um pônei na área de serviço (se eu colocar feltro nas patas, os vizinhos talvez nem percebam) e abrir uma ecoloja que venda minhocas por metro e joaninhas a granel. Ou você pensa que sou a única a implorar por um pouco de roça num apartamento minúsculo?
Blogs pessoais são como aquelas casas em que a porta fica sempre aberta - e quem vem da rua nem precisa dizer “ôôô de casa!” para ir entrando. Pode se achegar, abrir a geladeira e fuçar as gavetas sem ser pego em flagra. Não à toa, é na internet que se encontram muitos voyeurs e exibicionistas.
O engraçado é que esse lar virtual só tem sentido para quem espera visitas. Ninguém bloga para si próprio. Se você apenas quer registrar seus apontamentos sobre a vida, o Universo e tudo mais, pode fazer isso em seu computador ou num caderno. Não precisa colocar na rede, ao alcance do clique de qualquer um. Ao manter um diário íntimo na internet, eu faço um pacto com meu leitor: ok, você entra todo dia no blog para me ler, desde que eu lhe conte um segredo. Mesmo que seja de mentirinha.
Ilustres amigos desconhecidos
Índigo mora com sua gata Valentina num apartamento cheio de plantas. Gosta de organizar sua estante como nas capas de revistas de decoração, as lombadas milimetricamente alinhadas. Coleciona subempregos estranhíssimos: foi fiscal de spa, babá de gringo, carregadora de criança em porta de escola, olho de aluguel de um cego. Conheço até suas anotações no diário que manteve aos 12 anos. Nunca a vi na vida. Não temos sequer um amigo em comum. Para ela, sou uma desconhecida. Ou melhor, era.
Ao fazer esta reportagem, fui conhecer pessoalmente a blogueira que me inspirou a criar minha própria página pessoal. Descobri o blog de Índigo em 2005, lendo um post sobre seu gosto por bibelôs, uma de suas 73 obsessões. Passei a acompanhá-la todo dia. Ironicamente, uma das primeiras brasileiras a criar um site com sua obra literária relutou em migrar para a blogosfera, o universo dos blogs. “Achava que blogueiros eram adolescentes que se achavam escritores”, ela comenta, antes de cair na gargalhada.
Dias atrás, um vizinho parou Índigo no hall do prédio para comentar que gostava muito de seus textos. Eles mal se conheciam e, mesmo morando no mesmo prédio, nunca tinham estado na casa do outro, mas ele conhecia tanto sua vida que era capaz de dizer, com 99% de acerto, tudo o que a escritora tinha na geladeira. Para Índigo, aquilo foi um choque constrangedor, quase uma invasão. “Sempre acho que quem está me lendo é um completo estranho. Quando soube que minha mãe acompanhava o blog, parei de escrever certas coisas porque não queria que ela lesse”, diz.
Essa paradoxal relação entre o blogueiro e o leitor foi o tema da tese de mestrado da jornalista Denise Schittine. Para compreender os primórdios da internet brasileira, ela manteve por um ano um blog pessoal, assinando como Guilherme Fernandes. “Xi, se você publicar isso vai ser complicado... É que eu fiz várias namoradas naquela época, vou deixá-las na mão!” O curioso pseudônimo surgiu quando ela percebeu a resistência dos blogueiros pioneiros principalmente os homens em admitir que sua produção é um relato íntimo, mesmo quando pretende ser jornalística. Isso porque, embora os autores procurem distinguir seus blogs entre pessoais, jornalísticos ou de prestação de serviços, na maioria das vezes eles são uma mistura de estilos de “escritas do eu”, como Denise define.
“Um blogueiro é uma pessoa de muita coragem. Ele dá sua cara a tapa para um leitor que pode ser bem cruel, uma madrasta mesmo”, afirma Denise. Ela explica que um blog é um espelho onde autor e leitor se vêem e onde é possível compartilhar gostos e aptidões. “É pelas mãos desse confidente anônimo que se perpetuam os acontecimentos da vida privada do diarista.”
Você sabe com quem está falando?
Se é verdade que blogs são o palco perfeito para nosso ego, também é certo que muita gente se cansa disso. Ou passa a achar invasivo ter uma platéia tão entretida em acompanhar sua vida. Pioneiro na blogosfera brasileira, o programador Edney de Souza hoje escreve comedidamente sobre si mesmo. Com blog desde 2001 e site pessoal desde 1997, ele agora prefere postar o que pensa, não mais o que vive. “Parei com os textos autobiográficos porque as pessoas começaram a achar que eram velhas conhecidas minhas, que me ler pelo blog fazia delas minhas amigas de longa data”, afirma.
A preocupação de Edney não é sem motivo. Quando a blogagem ainda era incipiente, a internet era um hobby de luxo para quem tinha computador - e tempo de sobra. Só blogueiro lia blogueiro. Falar pelo ICQ e outros comunicadores instantâneos era seguro. As pessoas faziam novos amigos sem medo. Atualmente, já não é mais possível saber “com quem você está falando”. Qualquer pessoa pode acessar a internet de uma lan house.
Depois que a rede deixou de ser exclusividade de um gueto, ficou mais parecida com a vida como ela é - para o bem e para o mal. Hoje, estelionatários aplicam golpes por e-mail, traficantes vendem droga via MSN, hackers invadem páginas. “Não dá mais para se expor tanto”, diz Edney.
Então blogar passou a ser um passatempo perigoso? Bem, só se você levar ao pé da letra esse lance da exposição. Muita gente acha que tentar ser absolutamente verídico no blog é o mesmo que perseguir uma quimera: o blogueiro nunca se expõe totalmente. Isso significa que o texto que você lê com ares de grande segredo não passa de uma meia verdade. É só o pedacinho que o autor permitiu que você conhecesse. “Ninguém é real no blog”, diz Edney. Em algum lugar bem longe de olhos alheios, todo blogueiro mantém sua penteadeira cheia de caixinhas fechadas com cadeados. O conteúdo delas, os leitores nunca saberão. São os segredos que você só diz aos amigos, aqueles que você olha nos olhos e respira fundo antes de contar.
Nunca te vi, sempre te amei
Dia 29 de julho de 2002, Copacabana, Rio de Janeiro. A bancária Marcele Fernandes está pronta para sair de casa. Falta o sapato. Olha para os pares e escolhe um mocassim velho, baixinho e confortável. Vai para a porta de casa com um embrulho de presente nas mãos. Dentro está o CD Are You Passionate?, de Neil Young. Um táxi pára. Ela entra ansiosa e encontra o banco ocupado. Um rosto que ela nunca viu lhe sorri. Ela sorri de volta.
O dono da cara premiada é Nicholas Name, o NN, um flamenguista roxo que fez questão de não encontrá-la em pé na primeira vez logo ele, que é 10 centímetros mais baixo que ela. A viagem é curta e eles logo param em um pub em Ipanema. A garota desce do táxi. “Não é possível. Você está de salto!”, comenta NN, antes de olhar, surpreso, para o pacote de presente.
“Se houver no mundo alguma moça bonita que queira despertar meu interesse afetivo, recomendo que procure nas lojas mais próximas o CD Are you Passionate?, do Neil Young, para me dar de presente. É garantia de um bom começo...”, ele escreveu em seu blog, quando nem sonhava em encontrar na caixa de comentários a mulher com quem se casaria três anos depois. “Quando dei o CD, demorou alguns minutos para ele se lembrar do post! ”, diz Marcele.
Mas o “bom começo” do casal surgiu meses antes, quando ela ou melhor, Sarah Ivich, seu pseudônimo entrou no blog de um amigo e encontrou um post sobre a faculdade que ela cursava. Era de NN. Marcele não gostou do texto e escreveu a respeito em seu próprio blog. NN leu e resolveu se explicar. Começava aí uma intensa correspondência via e-mail, com espiadas diárias no blog alheio. NN trabalhava de madrugada. Marcele pegava seus e-mails pela manhã, antes de ir trabalhar, e tinha que amargar uma longa espera até que recebesse a resposta, novamente, altas horas da noite. Um mês depois, houve o primeiro telefonema e mais tarde o encontro.
Com a palavra, sua ex-leitora e atual parceira de blog e de casa: “Conhecer o marido pelo blog tem lá suas vantagens. Era engraçado curtir as pequenas coincidências, perceber que nós tínhamos gostos em comum, saber de antemão que ele era viciado em War e, claro, rubro-negro fanático”. Ela levou a sério essa coisa de interação entre leitor e blogueiro e, hoje, os dois se encontram esporadicamente sob o mesmo teto. Sim, porque ela ainda trabalha de dia e ele, à noite."
A blogueira: Carolina Costa é jornalista e caipira de Piracicaba, interior de São Paulo, autora desta reportagem e do Blog Guindaste
* Nem sei se pode fazer isso (publicar na íntegra uma reportagem), mas...
Tão aí os devidos créditos.
Por falar nisso acho que devo procurar informações sobre isso.
PS 1:Sobre as dicas da limpeza pesada dos nossos montrinhos, quando chegar da aula eu passo tudim, tudim!
PS 2: Ainda tô bolada com o lance de terem invadido meu computador pra ficar sabendo de tudo que eu faço por aqui. Chaaaaato isso!
Beijos


- Pior sentimento do mundo?
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