domingo, 1 de julho de 2007

Domingo

Ainda há de chegar o dia que eu goste do domingo aqui na Amazônia... longe do barulho do mar, do cheiro da maresia e do vento no rosto... dá até um desespero pensar em enfrentar a água morna da piscina...
Ainda bem que não tenho mais TV no quarto (já foi tudo na mudança). Senão, incontrolavelmente, eu ligaria a caixinha pra fazer barulho (o silêncio me ensurdece) e me depararia com a "deprimente programação dominical": Faustão X Gugu...
Na verdade nem queria sair da cama hoje, mas tinha que sair pra almoçar com a família. Sem falar que, às 13 horas, o estômago já estava começando a reclamar.
Pé no chão, um banho rápido e saí pro clarão do dia.
Falar nisso, tenho a sensação que o sol, por aqui, brilha diferente. A luz é mais intensa... tão estranho que chega a doer na vista.
As pessoas da minha família são muito engraçadas... Festar é com elas mesmo. Minha despedida já começou ha vários dias... E dá-lhe reuniões: Um monte de criança... primo, prima, filho de primo, tio, tia... sem falar nos que passam a integrar... namorados e namoridos.
E a conversa... ixi... e dá pra entender alguma coisa quando mulherada começa a conversar? Missão impossível! Fala todo mundo ao mesmo tempo e em pauta, no mínimo, tem 2 assuntos distintos. Isso pra não falar daqueles dias que o assunto é "altamente instrutivo (sexualmente falando)". rss...
O bom é que a gente pode escolher o assunto para tentar ouvir. rss...
Hoje optei pela minha tia mais nova contando sobre a aborrencência Rafael e a necessidade dele de arranjar aliados às suas causas (ou falta delas)...
Em uma conversa com a vó Maroquinha (81 anos), ele reclamava que a mãe ultimamente se veste como uma velha, e questionou o porquê de ela não tentar ser igual às "pessoas comuns", ou seja, usar roupas curtas, coladas, coloridas... Disse ser esse o motivo pelo qual não quer que ela o leve às festinhas. "Meus amigos vão saber, na hora que ela é minha mãe, vó". E na tentativa de fazer com que voinha o ajudasse a convencer sua mãe a deixá-lo sair sozinho (Afinal, segundo ele, minha tia não está sendo capaz de perceber que ele cresceu, que já não é mais criança, já tem tem 12, quase 13 anos e a mãe não percebe! Que absurdo!! ¬¬):
- Vó, você viu na festa de ontem? Só tinha velho! Os únicos jovens éramos eu e a senhora. E tenho certeza de que a senhora não estava suportando as músicas que tavam rolando e que só não reclamou porque é educada!
Garoto esperto! Será que conseguiu "ganhar" voinha???

Definitivamente, dia de domingo aqui é muuuuito chato, afff...
O que ainda salva são as reuniões em família.


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